As finanças comportamentais é uma área do conhecimento que visa entender e estudar as relações do comportamento humano com questões financeiras. Saiba mais e aprenda já.

Esse é um assunto cada vez mais tratado atualmente, principalmente entre os meio dos negócios e busca entender o comportamento das pessoas relacionado ao dinheiro. Quer saber mais sobre finanças comportamentais? Continue acompanhando esse artigo.

O que são as finanças comportamentais?

Bem, para começar, as finanças comportamentais dizem respeito a uma área específico do conhecimento que busca compreender e estudar as relações entre o campo da psicologia e da economia aplicadas ao ser humano.

De modo geral, isso quer dizer que essa área de estudo visa entender como acontece a relação das pessoas com o seu dinheiro e como essa relação é influenciada por questões ligadas ao psicológico delas.

As finanças comportamentais teriam surgido quando estudiosos perceberam que usar apenas explicações racionais como justificativa para o comportamento das pessoas relacionadas às suas finanças não eram suficientes.

Isso explica o fato de algumas pessoas terem o devido conhecimento acerca de conceitos de educação financeira e de inteligência financeira, mas não conseguirem aplicá-los em seu cotidiano.

Portanto, por mais que os conceitos teóricos fossem entendidos e aprendidos de forma adequada, as pessoas não conseguiam colocá-los em prática, de fato. Então, no fim, acabavam não servindo de nada.

Como se deu o surgimento das finanças comportamentais

Um fato que marcou o surgimento das finanças comportamentais foi a publicação de um artigo de Daniel Kahneman e Amos Tversky Source – ambos psicólogos cognitivos. 

O artigo tinha como título: ““Prospect Theory: An Analysis of Decision under Risk” ou “Teoria do Prospecto: Uma Análise da Decisão sobre Risco” e foi publicado em 1979, na revista Econometrica.

Esse artigo trazia as informações de que as pessoas utilizavam duas etapas para realizar o processo de escolha. A etapa 1 consistia na edição de prospectos arriscados e a etapa 2 consistia na avaliação deles.

Enfim, isso significava que as decisões relacionadas ao emocional também tinham que ser levadas em consideração para explicar modelos econômicos.

Importância das finanças comportamentais

Entender como os nossos comportamentos ligados a psicologia e as emoções refletem em nossas decisões que tem a ver com o dinheiro é muito importante para lidar melhor com a nossa vida financeira.

Uma vez entendido como isso funciona torna-se mais fácil analisar situações de maneira mais racional. Desse modo é possível evitar decisões negativas causadas por padrões de comportamento de emoções anteriormente percebidas.

E tem mais, compreender as finanças comportamentais é de extrema importância para quem é investidor, visto que elas podem ser um meio de auxiliar no entendimento de como as decisões financeiras são tomadas. 

Exemplos de como o emocional pode afetar decisões financeiras

Através de estudos e pesquisas, estudiosos descobriram quais são os chamados “gatilhos da mente” que mais levam as pessoas a tomarem decisões negativas financeiramente falando.

1 – Aversão à perda

Esse tipo de gatilho da mente faz as pessoas pensarem de maneira a dar mais importância para as perdas do que para os ganhos. Isso é explicado pelo fato de que psicologicamente a dor de perder supera a felicidade de ganhar.

2 – Ancoragem

A ancoragem está relacionada à atitude de se realizar estimativas com base em valores de referência anteriores. Isso é claramente percebido em promoções, por exemplo, quando nos prendemos ao valor anterior de algum produto para entender a relevância do desconto dado.

3 – Autoconfiança excessiva

Ser muito autoconfiante pode ser perigoso. Quando achamos que estamos sempre corretos em nossas decisões e opiniões, corremos o risco de nos prejudicar. Por isso é importante estar sempre bem embasado em informações concretas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui